Tá, eu sei. Nós sabemos. E até por isso, vamos manter a tradição. Porque já que estivemos em Belém, no Estado do Pará, onde acompanhamos a 30º Conferência das Partes (COP) da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, não vamos mexer em time que está ganhando. Então, com vocês as nossas já tradicionais estrofes musicais que abrem nossas newsletters…
🎶 Eu vou tomar um tacacá… Dançar, curtir, ficar de boa! Pois quando chego no Pará… Me sinto bem, o tempo voa… 🎶
Obrigado, Joelma! Agora, sim. Podemos seguir adiante!
O tempo, sem dúvida, voou em Belém. Em meio a tucupis, carimbó e paisagens convidativas, líderes mundiais do clima assistiram tentativas de invasão, marchas dos movimentos sociais, caminhada de indígenas, diversos debates acalorados e até um petit incêndio no pavilhão da Blue Zone, a Zona Azul da COP30, que reúne autoridades e donos de crachás five stars. Tudo ao melhor estilo “vamos salvar o Planeta”.
Mas será que a humanidade vai dar conta? Como será o dia depois de amanhã da COP30? O que, de fato, vai emergir a partir de Belém? Iniciaremos o processo em direção à aposentadoria dos combustíveis fósseis?
“Qualquer direcionamento seguindo a trilha da economia verde e de impacto é um acerto. O Mecanismo de Belém para Transição Global Justa vai nessa direção, mas será preciso cada vez mais que empresas e governos coloquem essa agenda como prioritária para que os investimentos, de fato, destravem e aconteçam”, afirma Renato Ramalho, CEO da KPTL, gestora de fundos de venture capital.
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Renato Ramalho, CEO da KPTL. (Foto: Gil Silva)
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O primeiro passo veio em formato de carta. Melhor. Declaração. A Declaração de Belém para a Industrialização Verde ainda no fim da primeira semana do evento. E o documento foi ambicioso. O foi, porque mira o fim da era do Petróleo.
Uma tarefa que dispensa adjetivos. Porque nem é preciso gastar saliva para sabermos que a era do Petróleo está aí para quem quiser ver desde a primeira Revolução Industrial no século XVIII, quando o “braço” do ser humano foi substituído por máquinas engenhosas que já serviam de prenúncio ao que viria pela frente.
Mas o que esse “.doc” reuniu? Bom, ele trouxe consigo um punhado de diretrizes que se traduzem em metas ambientais, econômicas e sociais, as quais buscam transformar o cenário internacional e dar aquele “push” na inovação tecnológica. Tudo isso tendo o nirvana como norte, qual seja: desenvolver finalmente um modelo de crescimento sustentável.
Nessa empolgação, mais de oitenta nações disseram “amém”. Mas ainda que numericamente não seja desprezível, é preciso trazer para o jogo as grandes potências industriais do mundo. O que convenhamos é um desafio. Um baita desafio!
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“Podemos trazer outros países conosco, outras indústrias, e dialogar com governos e parlamentares para entender que tipo de quadro temos em cada caso”, afirma Ana Toni, CEO da COP30.
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Ana Toni, CEO da COP30. (Foto: Pedro Kirilos)
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Da Declaração de Belém até se chegar à reafirmação sobre o Acordo de Paris, da COP21, que leva o nome da cidade-luz, realizada em 2015, foi um périplo. Mas aconteceu. E a COP30 se encerrou sob o guarda-chuva do fortalecimento do multilateralismo, da conexão entre o multilateralismo climático e as pessoas e, claro, acelerando as metas parisienses.
Decisões sobre redução de emissões, adaptação a impactos climáticos e financiamento, tecnologia e captação para países em desenvolvimento foram um recado claro na direção da urgência climática.
O Brasil ainda deu seus dois centavos de contribuição ao propagar a ideia de dois mapas. Um que possa colocar ponto final nos combustíveis fósseis, já presente na Declaração de Belém. E o outro que interrompa o desmatamento.
“Ao sairmos de Belém, esse momento não deve ser lembrado como o fim de uma conferência, mas como o início de uma década de mudança”, afirma André Corrêa do Lago, presidente da COP30.
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André Corrêa do Lago, presidente da COP30. (Foto: Adaptada do site da COP30 | Ueslei Marcelino)
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Mas ainda há muito suor pela frente – e se suou em Belém, hein! E história a ser escrita também.
A própria construção do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo financeiro global proposto pelo Brasil, é um ponto de atenção. Mesmo que a Alemanha, envergonhada por declarações do seu atual chanceler, Friedrich Merz, tenha anunciado uma bolada para esse veículo de investimento: US$ 1 bilhão; colocá-lo de pé e em funcionamento ainda terá um longo percurso. O TFFF, até agora, tem US$ 6,5 bilhões em caixa e a meta é alcançar US$ 25 bilhões.
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Nota da Redação: Friedrich Merz, em entrevista coletiva pós-COP30, já na Alemanha, falou que: “Vivemos em um dos países mais bonitos do mundo. Na semana passada, perguntei a jornalistas que estiveram comigo no Brasil: quem de vocês gostaria de ficar aqui? Ninguém levantou a mão. Todos ficaram felizes por terem voltado para a Alemanha na noite de sexta para sábado, principalmente por termos saído daquele lugar onde estávamos”.
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O TFFF, em outras palavras, é um mecanismo que garante recursos financeiros permanentes para a conservação de florestas tropicais. A idéia é usar os lucros desse fundo de investimentos para remunerar os países que mantêm suas florestas em pé, pagando um valor por hectare preservado.
Gerd Müller, diretor-geral da Organização para o Desenvolvimento Industrial das Nações Unidas (UNIDO), ressaltou o caráter histórico do momento. “Estamos conectando metas climáticas a ações concretas para a indústria, mobilizando inovação, investimentos e inclusão. A UNIDO tem orgulho de apoiar esse esforço ao lado dos parceiros para garantir não apenas a descarbonização industrial, mas também desenvolvimento, geração de empregos e avanço tecnológico.”
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Agora, se as decisões foram tomadas a portas fechadas na Blue Zone, quem vai colocá-la em prática esteve na Green Zone – Zona Verde – onde basta vontade para ingressar nos seus pavilhões e anexos, uma vez que foi aberta ao público.
Nesse contexto, o casamento entre iniciativa privada e pública precisa ter fé cartorial. E nessa o empreendedor é a bola da vez. Estamos falando de grandes e médias empresas, mas não só. Aliás, se olha fundamentalmente para o universo das startups.
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“A agenda de ação fora das salas diplomáticas avançou de forma concreta, com iniciativas públicas e privadas ganhando tração. O pós-COP30 exige justamente isso: acelerar a implementação, transformar compromissos em entregas reais e dar escala às soluções que já estão funcionando”, afirma Valmir Ortega, fundador da Belterra Agroflorestas.
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Valmir Ortega, Fundador da Belterra Agrofloresta. (Foto: Divulgação)
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Referência nacional em sistemas agroflorestais (SAFs) escaláveis, integrando cacau, banana, mandioca com espécies florestais, e que já restaura áreas de pastagens degradadas nos estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Bahia, a empresa anunciou novos investimentos em outubro deste ano. Parte veio do Amazon Biodiversity Fund (ABF), aconselhado pela consultoria britânica Impact Earth, que aplicou R$ 20 milhões, e a maior parcela saiu dos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), respondendo por R$ 100 milhões. Esses recursos vão compor os R$ 135 milhões que a empresa vai usar na revitalização de 2,750 mil hectares até 2027, o que representa perto de 850 mil toneladas em sequestro de carbono.
“A COP30 foi o palco dos compromissos, mas o pós-evento cobrará toda a execução dos debates realizados. A expectativa é que deixemos de tratar a Amazônia apenas como um ativo de conservação passiva para encará-la como um território de produção regenerativa. É ver quem consegue, de fato, entregar conservação com viabilidade econômica, superando os desafios logísticos e de gestão que a região impõe”, afirma Sarah Sampaio, CEO do Café Apuí Agroflorestal.
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Sarah Sampaio, CEO do Café Apuí Agroflorestal. (Foto: Divulgação)
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Projeto criado em 2012 sob a coordenação do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), os produtores familiares recebem assistência técnica, mudas e apoio para implantação dos sistemas agroflorestais. E em vez de plantar apenas café, as famílias plantam também árvores nativas, o que traz múltiplos benefícios ambientais.
“As empresas cada vez mais vão incorporar a bioeconomia como parte de suas estratégias ESG, buscando parceiros que ofereçam rastreabilidade, impacto real e inovação. E isso é exatamente o que a biodiversidade amazônica, quando bem manejada, é capaz de entregar. Em resumo, a bioeconomia deixará de ser o futuro e passará a ser o presente das grandes decisões estratégicas”, afirma Pricila Almeida, CEO da Amazônia Smart Food, startup de tecnologia alimentar, também conhecida como smart food, que produz alimentos veganos e saudáveis a partir de ingredientes nativos da floresta amazônica, como açaí e tucumã.
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A executiva acredita também que as políticas públicas voltadas à valorização da bioeconomia terão maior robustez a partir da COP30, estimulando ambientes de negócios mais favoráveis e fortalecendo iniciativas que unem tecnologia, conservação e geração de renda local.
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Pricila Almeida, CEO da Amazônia Smart Food. (Foto: Divulgação)
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Para Laura Albuquerque, Chief Climate Officer da Future Climate, a COP30 marca o início de uma fase mais madura da agenda climática, em que o foco passa de negociar para implementar. A Future Climate é uma empresa global de tecnologia climática que opera por meio de um modelo de negócios triangular — conectando inteligência climática, desenvolvimento de projetos de carbono e acesso ao mercado de carbono.
“O mundo sai de Belém com a necessidade de avançar em integridade, mensuração, transparência e financiamento climático — fatores que tornam os mercados regulados e voluntários peças centrais da transição. Para o Brasil, o momento é estratégico, com regulação em evolução e grande potencial para soluções baseadas na natureza”, afirma Laura Albuquerque.
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Laura Albuquerque, Chief Climate Officer da Future Climate. (Foto: Divulgação)
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A Agrotools, investida KPTL, é outra que vê com bons olhos o movimento após a COP30. “Pelo que observamos ao longo da conferência, se confirmando o que ouvimos, teremos um agronegócio brasileiro sendo parte da solução e não do problema. E essa é a mudança que notei em muitos painéis, tanto os que participei e nos demais como ouvinte. Tem muita gente falando em sistema ambiental, transição para agricultura, práticas regenerativas, rastreabilidade… Essa interlocução é cada vez mais forte”, afirma Breno Felix, Chief-Product Officer (CPO) da Agrotools.
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O executivo da Agrotools espera que a bioeconomia deslanche nesse movimento que vai se intensificar após a conferência das partes. “Vejo investidores falando sobre bioeconomia, observando do ponto de vista de escala. Então, acredito que ela não aconteça logo de cara, com a força toda que ela pode. Mas ela vai para uma fase dois, saindo daquela coisa mais localizada, um pouco mais familiar para arranjos mais amplos, mais interessantes, sejam de cooperativas, associações, arranjos com empresas grandes que permita ganhar escala global”.
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Breno Felix, Chief-Product Officer (CPO) da Agrotools. (Foto: Divulgação)
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Para a CEO do Café Apuí, o choque de realidade está a caminho. E ele virá no ritmo do carimbó, caracterizado pela forte batida de pé no chão. “A visão vai amadurecer de”filantropia ” para”estratégia de redução de risco e geração de valor”, aposta.
Tanto que carrega consigo uma receita para cada um dos atores. A saber: investidores, governos e empresas. Os investidores em sócio-bioeconomia vão precisar ter dose extra de paciência, porque essa entrega de resultados climáticos e retorno social verificável com a agricultura familiar e os povos da floresta têm boas chances de se realizar. “No caso dos governos, eles passarão a ter ferramenta mais eficiente para fixar o produtor no campo e evitar o desmatamento ilegal, gerando desenvolvimento real nos territórios devastados da Amazônia Legal”, completa Sampaio.
Ortega, da Belterra, reforça que a conferência deu um poderoso recado.
“A COP30 deixou claro que o multilateralismo segue vivo — mesmo sob fortes pressões — e ainda é o espaço onde o mundo tenta construir consensos mínimos. Ao mesmo tempo, a presença intensa da sociedade civil, tanto nos corredores oficiais quanto nas ruas, evidenciou a insatisfação com a lentidão das negociações e a urgência crescente da crise climática”, afirma.
Pricila Almeida, da Amazônia Smart Food, caminha em direção semelhante. Para a fundadora, a bioeconomia terá uma boa oportunidade de ser vista como centro estratégico de desenvolvimento econômico. “Os investidores devem olhar para o setor como uma oportunidade sólida, escalável e alinhada às metas globais de descarbonização. Governos, por sua vez, devem fortalecer políticas de incentivo, infraestrutura e regulamentação, criando ambientes mais seguros para quem produz e investe”, afirma a CEO da Amazônia Smart Food.
Pelo jeito, se não for unânime, é quase.
Laura Albuquerque, da Future Climate, segue em linha semelhante. E acredita que a bioeconomia também ganha protagonismo ao unir retorno financeiro, mitigação climática e valor socioambiental.
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Fachada da BlueZone da COP30. (Foto: Site da COP30 | Raimundo Pacco)
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“Para investidores, governos e empresas, ela deixa de ser nicho e se torna eixo estratégico para modelos de negócio que conectam natureza, tecnologia e impacto real, especialmente em um país com o potencial do Brasil”, complementa.
Em outras palavras, está tudo à mesa. A COP30, de fato, se conectou com a COP21 de Paris e agora a sócio-bioeconomia real deverá entrar em cena. Mas o que esperar dela? Bom, o óbvio. Que resolva a equação econômica para quem está na ponta: povos originários, ribeirinhos, startups, empresas e demais atores, Assim, a sócio-bioeconomia deixa ser utopia e ganha ares de realidade.
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“Sem mencionar os combustíveis fósseis, é Belém 2.0, ou seja, vamos passar de 2 graus Celsius até 2050. É inaceitável”.
Carlos Nobre, cientista brasileiro
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Clécio Luís, governador do Estado do Amapá
Professor e político brasileiro, Clécio Luís estudou Geografia pela Universidade Federal do Amapá. E, antes de se eleger governador, havia comandado a pasta de Educação no Estado.
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Clécio Luís, governador do Estado do Amapá. (Foto: Portal do Governo do Amapá)
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1) Governador, como o senhor enxerga o desenvolvimento da bioeconomia? Ela, de fato, reúne condições de ser encarada como alternativa de inclusão e desenvolvimento social, e preservação dentro da Amazônia?
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É claro que nós temos várias atividades econômicas clássicas que fazem parte e estão enraizadas no nosso dia a dia. Mas sem dúvida, para nós, sobretudo da Amazônia, os caminhos da sócio-bioeconomia, ou da bioeconomia, são os mais importantes nesse momento. Porque eles são realmente o que há em termos de inovação. É o que pode gerar novas receitas, com novos produtos, novos serviços, dinamizando a economia. Ao abrirmos nosso estande na COP30, lançamos o nosso plano estadual de apoio à sócio-bioeconomia. O nosso estado vai apostar forte nisso, o que significa ter um bom diagnóstico. E o fizemos, levando em consideração o que tem para trás, coisas que nós não levantamos agora, mas que já existiam e que nós catalogamos. Além disso, desejamos mostrar caminhos para essa atividade. Muitas já estão em andamento.
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2) O Amapá está se tornado um estado referência na cadeia de bioeconomia e inovação. Qual é o papel do estado para fomentar esse ecossistema? Como um governo subnacional consegue viabilizar essa estratégia?
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É preciso fazer um encadeamento. Porque quando a gente apresenta um plano, ele já deve ter um diagnóstico, caminhos e mercado. Então já tem um desenho. Portanto, o papel do Estado é realmente induzir. Só que a palavra induzir se usa a todo tempo, sabe? E ela acabou se desgastando… Induzir realmente é botar a mão na massa. Porque é o empreendedor que vai empreender. É um empreendedor que vai ter que fazer. Nós temos fugido daquele tipo de indução que só diz “vai”, ou que fala “vamos dar assistência técnica” e faz esporadicamente. É preciso pegar na mão, porque é um processo de começo ou de recomeço, dependendo do ponto de vista. É processar para agregar valor, porque essa é a nossa única idéia, é aí que está a diferença da bioeconomia. Não é pegar semente e vender. É processar, porque tem potencial para agregar um valor gigante, empregar gente, agregar mesmo valor a produtos e aí o financiamento precisa chegar nessa camada do empreendedor, porque sem isso você também não consegue. O Parque de Bioeconomia, que deverá ser inaugurado entre dezembro deste ano e janeiro do próximo, por exemplo, vai nos ajudar muito. Porque o parque vai dar robustez tanto aos empreendedores locais, quanto aqueles que de alguma forma já têm um pouco mais de estatura, que por meio de incentivos vão se instalar lá, vão ser residentes no parque.
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3) Mas há mecanismos de financiamento para viabilizar o empreendedorismo na bioeconomia? No âmbito do financiamento climático, como esses recursos podem ser destinados?
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Há dois tipos de financiamento: um direto que vem na esteira desse instituto de pesquisa, que financia a organização do negócio ou do projeto. Vem no aprofundamento da pesquisa aplicada e no financiamento direto para equipamento, para máquina, para giro, entre outras coisas. A gente tem conseguido alguns, o Governo Federal pela primeira vez tem reconhecido essa possibilidade. O Banco da Amazônia, por exemplo, precisa entender esse tipo de economia. Se ele não entender, quem vai entender? Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Caixa Econômica… Porque hoje os bancos privados conseguem entender melhor do que os bancos públicos. E aí, estrangula o cara. Ninguém coloca patrimônio em risco ou vida pessoal para empreender também. Não é tão simples assim. Porque cada vez mais estados, entes subnacionais, estados e municípios no Brasil, que é um país continental, gigante, com diferença regional, tem um papel muito mais importante, uma vez que o governo federal não consegue. O governo federal é abstrato, ele não consegue descer ao nível do Estado e o Estado não consegue descer ao nível do município. Então, precisa aprimorar a forma de chegar ao recurso nesse tipo de empreendedor. Sem burocracia? Não. Haverá burocracia, mas uma inteligente. Burocracia é necessária. Tem que ter garantias de que o negócio é viável, por exemplo. Eu vejo um esforço do Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional do Brasil, Waldez Góes, em colocar o FMIO, um fundo poderoso, um fundo da Amazônia.
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